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quinta-feira, 13 de junho de 2013

História sobre Humberto Malucelli por Marcos Luiz De Bona

HISTÓRIA SOBRE HUMBERTO MALUCELLI.
por Marcos Luiz De Bona.
Humberto Malucelli


Humberto Malucelli e família

Humberto Malucelli

"Morretes Sportivo"
Era editado por Waldemar R. 

Trombini e, tinha como diretor Mário 
F. Cordeiro, com a colaboaração de 
Marcos Luiz De Bona.
Fonte> Éric Joubert Hunzicker





HUMBERTO MALUCELLI, O AMIGO!
por Marcos Luiz De Bona.



Humberto Malucelli, com todo o seu talento para se expressar, gostava de escrever e, por três anos (1932 a 1935) foi colaborador do jornal Morretes Esportivo e do Eco Morretense.
De 1934 a 1959 foi decano dos correspondentes do Diário da Tarde, Estado do Paraná e Gazeta do Povo, sendo admitido na Academia de Letras José de Alencar na categoria de Jornalista.
Ao organizar o material para publicação do livro Tenho dito, Morretes e morretenses nos discursos de Marcos Luiz De Bona, resolvi incluir alguns dos seus artigos escritos para homenagear amigos da sua querida terra natal.
Da velha Itália, para ajudar a fazer a grandeza do Brasil, vieram os 6 irmãos Malucelli, no ano de 1876.
Radicando-se em Morretes, Marcos, Batista, Lourenço, João, Antonio e Domingos não foram meros expectadores das lutas pela sobrevivência das famílias estrangeiras que desembarcaram julgando ser este país a Terra da Promissão.
Eles sentiram como os outros a desproteção do governo, a dureza da terra, a adversidade do clima. Uma dádiva, porém, trouxeram de além-mar: O amor pelo trabalho que foi a razão de ser de suas vidas. A família foi se tornando numerosa; os seis irmãos, filhos do tronco JOÃO-MARGARIDA, foram se tornando por sua vez chefes de outras tantas famílias numerosas, constituídas em sua maior parte de filhos homens que hoje, já na terceira geração no Brasil, expandem o nome MALUCELLI como padrão de honra.
A família, no início, teve um chefe na figura patriarcal do velho Marcos.
A sua atuação foi enérgica e serena, na condução daqueles que aos poucos, com trabalho continuado, deixando cair seu suor na terra dadivosa, levantaram o patrimônio extraordinário dos dias atuais.
Marcos Malucelli, que é hoje nome de rua em Morretes, faleceu no ano de 1929.
Desde então, a empresa, por sua organização, não mais requereu a existência de um chefe que fosse ao mesmo tempo chefe da família. Todavia, vários homens do clã destacaram-se pelos negócios e equilíbrio de conduta, merecendo situações de comando.
Há pouco tempo faleceu Humberto Malucelli.
Filho do sub-tronco JOÃO-MARIA, o seu desaparecimento causou dolorosa impressão no seio da família, onde sua voz, ponderada e sensata era acatada. A bondade era o traço predominante do seu caráter. O seu trabalho, desde os duros tempos da lavoura até aos atuais onde exerceu cargos de direção nas indústrias e funções públicas de alta relevância, inclusive a de Diretor de Departamento e Deputado Estadual, foi sempre no sentido do bem comum, preocupado que sempre se achava na boa administração, na assistência social e no prestigiamento de toda e qualquer iniciativa de cunho coletivo. Sua educação possibilitava o trato lhano e bondoso com todas as pessoas que dele se aproximavam, o seu grande coração fazia-o o chefe de família amorosíssimo de todos conhecido, junto de sua venerada mãe, de sua virtuosa esposa, prendadas filhas e queridos netos.
Mas para nós outros, das relações de amizade do saudoso Humberto, o vocábulo mais inesquecível será o de AMIGO, porque junto dele este termo não era formal, este termo encerrava afeição, a dedicação e a estima a que se evidenciava tanto nas horas alegres como nas amargas dos que com ele conviviam.
A nossa saudade será grande, porém amenizada pela certeza de que a memória de Humberto Malucelli será sempre reverenciada entre seus familiares, seus amigos e entre todos aqueles que se espelharem no belo exemplo de sua vida.



*Artigo publicado no livro Tenho dito, p. 185

Postado por LIGIA DE BONA CARVALHO
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