sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

História das eleições - As fases no Brasil

HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES.
AS FASES NO BRASIL.
Desembarque de Pedro Álvares Cabral 
Porto Seguro -  
Bahia, em 22 de abril de 1500
Dom Pedro I (que estava em viagem) 
declarou a independência do país 
no dia 7 de setembro de 1822, 
às margens do rio Ipiranga.
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História das eleições

As fases no Brasil


Bandeira Imperial do Brasil 
- vigorou de 1822 a 1889 -

Bandeira Nacional do Brasil
Brasão da República Federativa do Brasil 
- 15 de Novembro de 1889 -
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1ª Fase - 1823 a 1937

Constituinte tenta manter sistema em que direito de eleger e ser eleito é determinado pelas posses em farinha de mandioca, em vigor no Brasil Colônia. Mulheres e escravos não votam.

Dom Pedro I
1824 - D. Pedro I dissolve a Assembléia e impõe carta que determina renda mínima de 100 réis para votar, e outros tetos para concorrer a cargos eletivos.

1842 - Foi proibido o voto por procuração e, quatro anos depois estabeleceu-se uma data simultânea para eleições provinciais e municipais.

1855 - É criado o voto distrital por meio da chamada Lei dos Círculos. A reação da classe política foi tão negativa que sofreu a revogação após as eleições.

1875 - Criado o primeiro título de eleitor.

1881 - Através da chamada Lei Saraiva são estabelecidos as eleições diretas e o voto secreto.

Marechal Manuel Deodoro da Fonseca
1889 - O Marechal Manuel Deodoro da Fonseca lidera uma revolta militar, que teve como desfecho a renúncia de D. Pedro II e a proclamação da República. Deodoro separa a igreja do Estado e promove outras reformas republicanas.
- A redação de uma Constituição foi completada em junho de 1890 e entrou em vigor em fevereiro de 1891, transformando o Brasil em uma República Federal, oficialmente chamada Estados Unidos do Brasil. Deodoro foi eleito seu primeiro presidente.

Marechal Floriano Peixoto
Prudente José de Morais Barros
1891 - O autoritarismo de Deodoro da Fonseca provoca uma forte oposição dentro do Congresso. No início de novembro, ele dissolve o Congresso e assume o poder de forma ditatorial. Nesse mesmo mês, a marinha se revolta e o depõe. O vice-presidente Floriano Peixoto assume o seu lugar, mas os problemas continuam: o seu governo autoritário, foi contestado por revoltas militares e navais (1893-1894) e uma série de levantes no sul do Brasil. O paulista Prudente de Morais é eleito o primeiro presidente pelo voto direto no país. Ele instaurou um ciclo que entrou para a história como "a política do café-com-leite", na qual o poder era ocupado alternadamente por representantes de São Paulo e Minas Gerais.


Mietta Santiago, estudante mineira, 
na época com 20 anos de idade.

1928 - A estudante de direito Mietta Santiago descobre brecha na Constituição de 1891 e consegue ser a única mulher a votar (em si própria para uma vaga de deputada federal).

Washington Luís
Getúlio Vargas
1930/34 - Quando uma junta militar depôs o presidente Washington Luís e empossou o gaúcho Getúlio Vargas no poder, o brasileiro já havia participado de nove eleições presidenciais consecutivas. Foi um dos mais longos períodos de vida democrática no país em todos os tempos.
- Revolução, constituinte, novo código. Voto passa a ser secreto. Institui-se a Justiça Eleitoral. Mulheres ganham direito (mas não dever) de votar.

1937/45 - Estado Novo. Suspensão das eleições por 8 anos.

2ª Fase - 1937 a 1964

1937 - Getúlio Vargas promove um golpe militar e institui o Estado Novo, uma ditadura que se prolongou até 1945. Nos oito anos do Estado Novo, o brasileiro não foi às urnas.

Presidente do Supremo Tribunal Federal
José Linhares - 1945
Eurico Gaspar Dutra
1945 - Temerosos de um novo golpe, os chefes militares destituem Vargas do poder em outubro de 1945 e entregam a presidência ao presidente do Supremo Tribunal, José Linhares. Nas eleições de dezembro, o general Dutra é eleito presidente. Os parlamentares formam uma Assembléia Constituinte e elaboram a Constituição de 1946.

1954 - Getúlio Vargas comete suicídio no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

Juscelino Kubitscheck
1955 - Juscelino Kubitscheck é eleito presidente, tendo como vice o petebista João Goulart, conhecido como Jango.

1958 - Cédula única oficial é usada pela primeira vez.

Jânio Quadros
1960 - Jânio Quadros, apoiado pela UDN, é eleito presidente, sendo João Goulart o seu vice.

João Goulart 
1961 - Com a renúncia de Jânio, sete meses depois de sua posse, João Goulart assume a presidência.

1964 - Jango governa sob regime parlamentarista por 30 meses, até ser deposto pelo militar em 1º de abril de 1964.
- Iniciava-se ali um longo período em que os brasileiros seriam impedidos de eleger diretamente o presidente da República - a Ditadura Militar.

3ª Fase - 1964 a 1989

1964 - Inicia-se um longo período em que o brasileiro estaria alijado de escolher pelo voto direto o presidente da República.
- Suspensas as eleições para outros cargos majoritários (governador, prefeito e senador).
- Partidos políticos foram extintos pelo governo. Em seu lugar, surgiram duas organizações partidárias: ARENA E MDB, que aglutinavam , respectivamente, as forças da situação e da oposição.

1978 - O pleito desse ano é marcado por mais um casuísmo do governo. Apenas um senador foi eleito pelo voto do eleitor - o outro foi escolhido indiretamente.

1979 - O governo extinguiu o bipartidarismo. A ARENA converteu-se no Partido Democrático Social (PDS), e o MDB estilhaçou-se em cinco novas agremiações: Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Popular (PP).

1982 - O primeiro pleito pós-64, com multipartidarismo, foi equilibrado. O período autoritário estava chegando ao fim.

1984 - O Brasil vive uma das mais emocionadas campanhas populares de todos os tempos: o movimento pelas Diretas Já. Milhares de pessoas participam de manifestações em todo país exigindo a volta das eleições diretas para presidente. Apesar da pressão popular, a emenda das diretas foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.

Tancredo Neves
José Sarney
1985 - Tancredo Neves é eleito presidente da República, por meio do Colégio Eleitoral, inaugurando um período que passaria a ser conhecido como Nova República.
Com a morte de Tancredo, o país passou a ser governado pelo seu vice, o maranhense José Sarney. Em novembro, foram realizadas eleições para prefeito das capitais, pleito em que os analfabetos conquistaram o direito ao voto.

1988 - Nova Constituição torna facultativo o voto analfabeto e o de 16 a 18 anos.

1989 - O brasileiro volta a escolher pelo voto direto o presidente da República.

4ª Fase - 1989 a 2006

Fernando Collor De Mello
1989 - As eleições são realizadas sob grande mobilização popular, pela primeira vez em dois turnos.
- No segundo turno, Fernando Collor de Mello vence com pouco mais de 35 milhões de votos, o equivalente a 53% do total.

Pedro Collor De Mello
Paulo César Farias
1992 - Em 25 de abril, Pedro Collor, irmão do presidente, dá entrevista à imprensa. Nela fala sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e irregularidades financeiras, organizado pelo empresário Paulo César Farias, amigo de Fernando Collor e tesoureiro de sua campanha eleitoral. Em 26 de maio, o Congresso Nacional instala uma CPI.

Itamar Franco
- Depois de um processo de comprovação das acusações e da mobilização da sociedade, o Congresso Nacional vota o Impeachment presidencial. No dia 2 de outubro, Collor é afastado e Itamar Franco assume interinamente.
- Durante a sessão de julgamento do Senado, Collor renuncia. Mesmo assim, o Senado prossegue e, no dia seguinte, ele tem seus direitos políticos cassados por oito anos.

Fernando Henrique Cardoso
1994 - As eleições aconteceram na euforia do Plano Real, o plano de estabilização econômica lançado poucos meses antes do pleito para combater à inflação. O candidato vitorioso foi o governista Fernando Henrique Cardoso.

Urna eletrônica
1996 - A novidade das eleições municipais foi a utilização, pela primeira vez, da urna eletrônica.

1998 - A novidade foi a possibilidade da reeleição. O então presidente FHC, concorrendo por uma ampla frente partidária encabeçada pelo PSDB e com apoio do PFL, PTB, PPB e PSD, vence mais uma vez.

2000 - Todos votam em urna eletrônica.

Luiz Inácio Lula Da Silva
2002 - O Brasil volta às urnas. Mais de 125 milhões de eleitores estavam aptos a votar. Após três derrotas e oito anos de oposição quase sistemática a Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), chega à Presidência da República, vencendo o economista José Serra, no segundo turno, realizado no dia 27 de outubro, com cerca de 53 milhões de votos (61% dos votos válidos).

2003 - Lula toma posse no dia 1º de janeiro. A cerimônia reuniu, pela primeira vez na história do país, uma multidão de 150 mil pessoas em Brasília.

José Dirceu
Antonio Palocci
2005 - Parlamentares são envolvidos em escândalos e CPI's são instaladas para apurar denúncias (CPI dos Correios, Bingos e Compra de Votos, entre outras). PT é acusado de fazer uso de "caixa dois" em campanha de Lula, em 2002. Caem homens de confiança do presidente Lula, como José Dirceu, então ministro da Casa Civil. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é envolvido em caso de corrupção.

2006 - Operação Sanguessuga da Polícia Federal, constata envolvimento de parlamentares em fraudes de licitações para compras de ambulâncias, envolvendo a empresa Planam.
- Lula concorre à reeleição. Os demais candidatos são: Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (PSOL), Cristovam Buarque (PDT), Luciano Bivar (PSL), José Maria Eymael (PSDC), Ana Maria Rangel (PRP) e Rui Costa Pimenta (PCO).
- Governo Lula, já abalado pelos escândalos de 2005, continua em crise. O último escândalo envolvendo o presidente e membros do PT diz respeito a compra de dossiê contra tucanos, supostamente envolvidos em máfia das ambulâncias.
- Pleito é marcado para 1º de outubro.

Fonte/texto: Jornal Folha do Litoral - Paranaguá - Paraná - Brasil
Imagens: Internet
Página 5: Política
Data do Jornal: Terça-feira, 26 de setembro de 2006.
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Ruth Cardoso

Homenagem especial à sra. Ruth Cardoso 
A única primeira-dama a desembarcar em Brasília com profissão definida, luz própria e opiniões a emitir.

24 de junho de 2008, São Paulo, São Paulo, Brasil.
Morreu na noite de terça, 24 de junho de 2008, aos 77 anos, a ex-primeira-dama e antropóloga Ruth Cardoso. 
A causa da morte, segundo seu cardiologista Arthur Beltrame, foi um infarto fulminante.

RUTH CARDOSO: UM TRIBUTO 
O trabalho de política acadêmica e pública da sra. Ruth Cardoso, ex-primeira-dama do Brasil, tocou as vidas de muitos. Além de suas contribuições acadêmicas como pesquisadora e professora de antropologia e sociologia, Ruth Cardoso inspirou muitos no Brasil para colocar suas ideias em prática. As principais inovações políticas no Brasil podem ser rastreadas até a Ruth Cardoso: o papel crescente das mulheres na sociedade brasileira é um exemplo, assim como o desenvolvimento de formas modernas de gastos públicos, incluindo Comunidade Solidária, um precursor do agora renomado Programa Bolsa Família do Brasil . Este é o primeiro de uma série de três conferências que irá honrar e levar adiante a obra de Dona Ruth. 
Organizado em colaboração com: Faculdades de Ciências Sociais, Universidade de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas (São Paulo) e Instituto Fernando Henrique Cardoso.
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Pelo colunista Augusto Nunes
Ruth Cardoso
Dilma Rousseff





Ruth Cardoso vs. Dilma Rousseff: 400 a 0


Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios ocorrem mesmo nos grotões do planeta. A discreta e talentosa paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a única primeira-dama a desembarcar em Brasília com profissão definida, luz própria e opiniões a emitir ─ sempre com autonomia intelectual e, se necessário, elegante contundência. Durante oito anos, o brilho da mulher que sabia o que dizia somou-se à luminosidade da antropóloga respeitada em muitos idiomas para clarear o coração do poder.

No fim de 1994, por não imaginarem com quem logo lidariam, muitos jornalistas ouviram com ceticismo a justificativa apresentada pelo presidente eleito para a viagem à Rússia: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Nenhum repórter cuidou de conferir o desempenho da palestrante. Perderam todos a chance de descobrir que Ruth era muito mais que a mulher do n° 1.

A melhor e mais brilhante das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse do marido. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu numa entrevista. Se não existia, Ruth inventou-o. Sem pompas nem fitas, longe de fanfarras e rojões, montou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, os projetos em execução mobilizavam 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado.

Acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que tivesse mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer menos primitivo, mais respirável, menos boçal. E que merecia ter morrido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff.

Instruída para livrar o governo da enrascada em que se metera com a gastança dos cartões corporativos, Dilma produziu um papelório abjeto que tentava reduzir Fernando Henrique e Ruth Cardoso a perdulários incuráveis, uma dupla decidida a desperdiçar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas. Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido.

A fraude que virou candidata à presidência anda propondo que o país compare Fernando Henrique a Lula. “O Lula ganha de 400 a 0″, delira. Qualquer partido mais competente e menos poltrão teria topado há muito tempo esse confronto entre a seriedade e a bravata, entre o conhecimento e a ignorância, entre o moderno e o antigo, entre o real e o imaginário. Como o PSDB prefere capitular sem combate, poderia ao menos sugerir que se compare Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A Mãe do PAC talvez aprenda como é perder por um placar de 400 a zero.

Fonte: 26/11/2009 - às 21:09 - Direto ao Ponto - Revista Veja. Colunista: Augusto Nunes.

Augusto Nunes















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Algumas imagens interessantes...

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil

Primeiro título eleitoral 
- 1881 -



Rota seguida por Cabral para a Índia em 1500 (vermelho) e a rota de retorno (azul).


Dom Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina
Dom Pedro I e a corôa imperial
Morte de Dom Pedro II
Getúlio Vargas
Dom Pedro II
Tancredo Neves e Ulysses Guimarães

Presidentes do Brasil - 1934 a 15.03.1974
Presidentes do Brasil - 1974 a 2010


Presidentes do Brasil - 1889 a 2014

Getúlio Dornelles Vargas



Fatos marcantes 1820 a 2000




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